
O LFC é o coração da Catavolts. Em vez de queimar o resíduo, ele o converte — em ambiente controlado e com pouco oxigênio — num gás combustível que pode alimentar geradores, caldeiras e processos térmicos. Tecnologia desenvolvida no Brasil.
Dentro do reator existe um leito de areia. Quando o ar é injetado por baixo em alta velocidade, essa areia deixa de se comportar como um sólido parado e passa a se comportar como um fluido em ebulição — daí "fluidizado".
No LFC, a velocidade é alta o bastante para arrastar as partículas para fora do reator. Elas sobem pelo riser, são separadas do gás por um ciclone e devolvidas para a base — e o ciclo recomeça. É essa circulação contínua que dá ao LFC o que outros reatores não têm: temperatura uniforme, contato total entre gás e sólido e tolerância a matéria-prima irregular.
A circulação distribui o calor por todo o volume. Sem pontos frios que deixam carbono sem converter, sem pontos quentes que sinterizam as cinzas.
Cada partícula de resíduo fica envolvida por areia quente durante todo o percurso. A conversão acontece na partícula inteira, não só na superfície.
O material dá várias voltas antes de sair. Isso permite converter frações mais pesadas que num leito fixo passariam direto.
Umidade, granulometria e poder calorífico oscilam na vida real. O leito circulante absorve essa variação sem derrubar o processo.

Introduz o CDR no reator de forma dosada e contínua, sem deixar entrar oxigênio indesejado. É aqui que a regularidade do processo começa.
Onde a reação acontece. O ar entra pela base, fluidiza o leito e arrasta a mistura de areia e resíduo para cima, convertendo o carbono em gás no caminho.
Separa o gás das partículas sólidas por força centrífuga. O gás segue para o aproveitamento; a areia e o material não convertido voltam para o leito.
O caminho de volta. Devolve o sólido ao reator mantendo a vedação de pressão — é o que fecha o circuito e sustenta a circulação contínua.
Remove particulados e ajusta a temperatura do gás conforme o uso final. É esta etapa que define se o gás sai quente para processo térmico ou resfriado para geração elétrica.
Temperatura, pressão, vazão de ar e taxa de alimentação são monitoradas continuamente. A instrumentação e o sistema de controle permitem acompanhamento em tempo real e ajustes operacionais durante a operação.
Cinco etapas encadeadas. Cada uma existe para que a seguinte receba o material na condição certa.
O resíduo chega, é classificado e preparado como CDR — granulometria e umidade dentro da faixa que o reator pede.
O CDR entra no reator de forma dosada e contínua, sem permitir entrada descontrolada de ar.
Ar em alta velocidade fluidiza o leito de areia, que passa a envolver e aquecer todo o material.
Sólidos sobem pelo riser, são separados no ciclone e voltam ao leito. O carbono vira gás nesse percurso.
O gás é limpo e direcionado a geradores, caldeiras ou processos térmicos, conforme o projeto.
Acima de 95% em condições de projeto e com combustível especificado. O valor de cada planta é confirmado no ensaio da amostra do cliente.
Maior aproveitamento energético: o gás segue direto para o processo, sem as perdas de limpeza e resfriamento.
Conversão em eletricidade sujeita às perdas de limpeza, resfriamento e motogeração — dimensionada caso a caso.
Referência de escala: em uma configuração de referência, uma planta alimentada com cerca de 50 t/dia pode produzir gás para geração elétrica equivalente ao consumo de aproximadamente 4.000 residências. O número varia com o tipo de resíduo, a umidade, o poder calorífico e a eficiência do conjunto de limpeza e motogeração — a memória de cálculo de cada projeto é feita a partir da amostra real do cliente.
Nem toda tecnologia térmica faz a mesma coisa. A diferença está no que sai do outro lado — e no que você consegue jogar dentro.
| Critério | Incineração | Leito fixo | Leito borbulhante | LFC (Catavolts) |
|---|---|---|---|---|
| Produto principal | Calor e cinza | Gás combustível | Gás combustível | Gás combustível |
| Tolerância a variação de insumo | Média | Baixa | Boa | Alta |
| Uniformidade de temperatura | Média | Baixa | Boa | Muito alta |
| Conversão de carbono | Total (por queima) | Moderada | Alta | Acima de 95% em condições de projeto |
| Mistura de matérias-primas | Limitada | Não recomendada | Limitada | Aceita, após caracterização |
| Escala típica | Grande | Pequena | Média | Média a grande |
Quem avalia um investimento desse porte precisa saber o que já existe e o que ainda depende de projeto. Esta seção responde isso sem rodeio.
O projeto do reator de Leito Fluidizado Circulante é desenvolvido pela própria equipe, no Brasil. Não é licenciamento de pacote importado: o dimensionamento, o desenho e a evolução do equipamento ficam com quem atende o cliente.
Antes de qualquer dimensionamento, a amostra real do cliente é ensaiada em pirolisador de bancada, sob rampa de temperatura e atmosfera controladas. É esse ensaio que diz o que aquele resíduo entrega — e não uma tabela genérica.
Capacidade, rota do gás e energia disponível são calculadas para cada caso, a partir do poder calorífico e da umidade medidos. Os números deste site são referências de projeto, não promessa de resultado.
O que é apresentado na avaliação técnica: relatório do ensaio da sua amostra, memória de cálculo do dimensionamento, escopo do que está e do que não está incluído no fornecimento, e os pontos de licenciamento que dependem do órgão ambiental do seu estado. Documentação de equipamento e registros de operação são compartilhados nessa fase, sob acordo de confidencialidade quando necessário.
Não. Na incineração o resíduo é queimado com excesso de ar e o que sobra é calor e cinza. Na gaseificação o resíduo é convertido em gás combustível, num ambiente controlado e com pouco oxigênio. O gás é o produto — ele pode ser limpo, conduzido e usado em geradores, caldeiras ou fornos.
É um gás de síntese: basicamente monóxido de carbono, hidrogênio e metano, acompanhados de dióxido de carbono e nitrogênio. A proporção exata depende da matéria-prima, da umidade e das condições de operação — por isso o dimensionamento é feito caso a caso, a partir do resíduo real do cliente.
Sim, e essa é uma das principais vantagens do leito circulante. CDR industrial, agrícola e urbano podem entrar juntos. O que precisa ser respeitado é a faixa de umidade e granulometria — não a origem do material.
Não. O LFC é projetado para operação contínua. A alimentação é dosada e o controle de temperatura, pressão e vazão é feito em tempo real, o que permite manter o reator em regime enquanto a planta segue produzindo.
Não. O gaseificador de Leito Fluidizado Circulante da Catavolts é tecnologia brasileira, desenvolvida no país. Isso significa engenharia, suporte, peças e evolução do projeto sem depender de câmbio nem de fila de fornecedor no exterior.
Cada planta é dimensionada a partir do resíduo real do cliente. Conte o tipo e o volume que a nossa engenharia devolve uma avaliação de viabilidade.