Fardos de combustivel derivado de residuos empilhados em patio industrial a noite
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CDR · Combustível Derivado de Resíduos

O combustível que já estáno seu pátio.

CDR é resíduo separado, preparado e transformado em combustível com poder calorífico aproveitável. É a matéria-prima do reator LFC — e, em boa parte das operações, o material já existe no pátio. Só está sendo tratado como custo.

Industrial Agrícola Doméstico (Urbano)
O conceito

Nem todo resíduo é lixo.
Uma parcela relevante é combustível.

A palavra "lixo" descreve um destino, não uma propriedade. Boa parte do que é descartado tem carbono — e carbono, num reator adequado, vira gás energético.

O que separa "lixo" de "combustível" é o preparo: separar o que não converte, ajustar umidade e granulometria e entregar um material com poder calorífico previsível. Esse material preparado é o CDR.

Deixa de ser despesa

A tonelada que hoje sai como custo de transporte e aterro passa a entrar como insumo energético.

Reduz volume aterrado

Menos material enterrado significa menos passivo, menos licenciamento e mais fôlego na vida útil do aterro.

Vira energia própria

Gás combustível para gerador, caldeira ou processo térmico — dentro da própria operação.

Melhora o indicador ambiental

Recuperação energética conta na conversa com órgão ambiental, cliente e investidor.

As três origens

De onde vem o CDR que
a Catavolts converte.

O reator LFC aceita as três — inclusive misturadas, sujeito à caracterização, preparação e aprovação técnica de cada composição. O que muda entre elas é o poder calorífico, a regularidade do fornecimento e o preparo necessário.

CDR Industrial

Rejeitos de processo, borras, aparas, plásticos e embalagens que hoje saem da fábrica como custo de destinação.

Por que é o melhor insumo: volume constante, composição previsível e alto poder calorífico. É o material que exige menos preparo e entrega mais gás por tonelada.

Rejeito de linhaPlásticos e filmesEmbalagensBorras e aparasTêxtil

CDR Agrícola

Bagaço, palha, casca, poda e resíduo de beneficiamento. Biomassa renovável que já está na porta da usina.

O detalhe que importa: costuma chegar com umidade alta e granulometria irregular. O leito circulante tolera essa variação — o que geralmente inviabiliza outros reatores.

BagaçoCasca e palhaPodaResíduo de colheitaSerragem

CDR de RSU (resíduo sólido urbano)

A fração seca do resíduo sólido urbano, preparada a partir do rejeito de triagem — o que hoje ocupa o aterro do município.

O ganho é duplo: reduz o volume enterrado e devolve energia elétrica para o próprio município. É o caso em que o resultado aparece para a população.

Fração seca do RSUColeta municipalRejeito de triagemPapel e papelão
Do resíduo ao CDR

Como o material é preparado.

O reator não recebe resíduo bruto. Entre o pátio e a alimentação existe um beneficiamento — e é ele que garante que a conversão seja estável.

01

Recepção e pesagem

Entrada controlada, com registro de origem e volume. É daqui que sai o histórico da matéria-prima.

02

Triagem

Remoção do que não converte ou atrapalha: metais, inertes, vidro e contaminantes.

03

Trituração

Redução para a granulometria que o reator pede. Peça grande demais não circula; fina demais arrasta.

04

Secagem

Ajuste de umidade. Água no insumo é energia gasta para evaporar em vez de virar gás.

05

Homogeneização

Mistura das frações para entregar ao reator um material com poder calorífico constante.

O que o reator pede

Os parâmetros que definem o projeto.

Estes são os pontos que a nossa engenharia avalia quando você envia uma amostra ou a descrição do seu resíduo. Cada um deles muda o dimensionamento.

ParâmetroPor que importaO que acontece se estiver fora
Poder calorífico (PCI)Define quanto gás cada tonelada entregaDimensionamento do reator e da geração muda
UmidadeÁgua consome energia para evaporarQueda de rendimento e instabilidade térmica
GranulometriaGoverna a circulação no leitoMaterial não circula ou é arrastado cedo demais
Teor de cinzasDefine a frequência de remoção e o desgasteAcúmulo no leito e paradas mais frequentes
Cloro e contaminantesAfeta o gás e os materiais do reatorExige tratamento adicional na limpeza do gás
Regularidade de fornecimentoOperação contínua depende de insumo contínuoReator opera abaixo da capacidade projetada

Três coisas diferentes, três preços diferentes

Resíduo bruto é o que sai da operação sem nenhum tratamento: misturado, úmido e com inertes. Rejeito de triagem é o que sobra depois da separação de recicláveis — já mais seco, mas ainda sem especificação. CDR preparado é o rejeito que passou por trituração, secagem e remoção de inertes até atingir uma faixa de poder calorífico, umidade e granulometria acordada em contrato. Só o terceiro alimenta o reator direto; os dois primeiros precisam da etapa de preparo.

ParâmetroFaixa inicial de referênciaObservação
GranulometriaInferior a 50 mmDefinida no projeto conforme a densidade do material
UmidadeInferior a 30%Acima disso, a secagem entra no balanço energético
Inertes e metaisO mínimo possívelRemovidos na preparação, não no reator

Faixas iniciais de referência, sempre sujeitas ao projeto e ao ensaio da amostra real. Não são especificação contratual.

O que entra

Frações secas com carbono: plásticos, papel e papelão, têxteis, madeira, borracha, biomassa vegetal e rejeitos orgânicos secos de processo industrial.

O que não entra

Inertes (vidro, entulho, areia), metais, resíduo hospitalar sem tratamento prévio, materiais radioativos e resíduos com alta carga de umidade não removível. Resíduos classificados como perigosos (ABNT NBR 10004 — Classe I) e materiais contaminados exigem avaliação específica e licenciamento próprio: não entram por padrão.

Antes de você perguntar

Dúvidas sobre CDR.

Não necessariamente. O nível de beneficiamento depende do seu resíduo. Alguns rejeitos industriais chegam quase prontos; RSU urbano exige triagem e secagem. Essa é justamente a primeira coisa que a nossa avaliação técnica define — o que já serve e o que precisa de preparo.

Sim, sujeito à caracterização e à aprovação técnica daquela composição. O leito fluidizado circulante aceita mistura, e em muitos casos ela é até desejável — biomassa úmida combinada com fração plástica de alto poder calorífico se equilibra bem. O que importa é a faixa final de umidade, granulometria, cinzas e cloro, não a origem. Composições com cloro, metais ou contaminantes acima do especificado podem exigir pré-tratamento ou ser recusadas.

Depende do tipo de resíduo e do uso pretendido do gás. Como referência de projeto: uma planta alimentada com cerca de 50 t/dia pode gerar gás para eletricidade equivalente ao consumo de aproximadamente 4.000 residências — valor que varia com umidade, poder calorífico e eficiência do conjunto. Envie o tipo e o volume estimado que devolvemos um dimensionamento com memória de cálculo.

Variação é a regra, não a exceção. Por isso a Catavolts trabalha com LFC: a circulação contínua do leito absorve oscilação de umidade, granulometria e poder calorífico que derrubaria um leito fixo. O que planejamos junto é a faixa de operação, não um número único.

O primeiro passo é simples

Descubra se o seu resíduo vira CDR.

Envie o tipo e o volume estimado. Nossa engenharia avalia o poder calorífico aproveitável e diz o que já serve e o que precisa de preparo.

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