Quando o gás sai do reator e vai direto para um queimador, nada se perde no caminho: nem no resfriamento, nem na limpeza fina, nem na conversão mecânica. É por isso que a rota térmica costuma ser a de melhor retorno por tonelada de resíduo.
Gás quente não viaja bem. Cada metro de tubulação significa perda térmica e risco de condensação de alcatrão. Isso torna a rota viável quando o reator pode ficar próximo do ponto de consumo — e aí o arranjo físico da planta entra no projeto desde o início, não depois.
O gás de gaseificação tem poder calorífico menor que o do gás natural, porque é diluído por nitrogênio do ar usado no processo. Isso significa vazão maior para a mesma potência térmica, e queimadores dimensionados para essa condição. Não é obstáculo — é especificação. Veja a composição típica do gás para entender a origem dessa diferença.
| Aspecto | Rota térmica direta | Rota elétrica |
|---|---|---|
| Limpeza necessária | Remoção de particulado | Limpeza fina e resfriamento |
| Investimento | Menor | Maior |
| Aproveitamento energético | Maior | Sujeito às perdas de conversão |
| Flexibilidade de uso | Limitada ao local | Energia vai para qualquer ponto |
Trocar óleo ou GLP por gás próprio num forno costuma pagar mais rápido do que gerar eletricidade com o mesmo resíduo.
Na prática, muitos projetos combinam as duas rotas: calor direto no horário de produção e geração fora dele. Essa divisão é parte do dimensionamento, e parte do perfil de consumo hora a hora da planta.
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