A palavra-chave é circulante. Num leito fluidizado, um fluxo ascendente de ar mantém partículas sólidas — normalmente areia — em suspensão, fazendo com que o conjunto se comporte como um fluido. Num leito circulante, a velocidade é alta o bastante para que essas partículas sejam arrastadas para fora do reator, separadas num ciclone e devolvidas à base, num ciclo contínuo.
Essa terceira propriedade é a que mais importa para quem trabalha com resíduo real. Composição que varia de mês para mês é a regra, não a exceção — e um reator que exige insumo uniforme não serve.
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| Alimentação | O CDR preparado entra por dosador, em vazão controlada |
| Secagem e pirólise inicial | A umidade evapora e os voláteis se desprendem |
| Circulação e conversão | As partículas sobem com a areia, reagem e são separadas no ciclone |
| Retorno | A areia e o não convertido voltam à base para novo ciclo |
| Saída do gás | O gás segue para condicionamento conforme a rota escolhida |
Temperatura, pressão, vazão de ar e taxa de alimentação são monitoradas continuamente. O sistema de controle permite acompanhamento em tempo real e ajustes operacionais durante a operação — é assim que a planta acompanha a variação do insumo sem perder estabilidade.
A circulação contínua é o que transforma “resíduo variável” de problema em condição normal de projeto.
Em condições de projeto e com combustível especificado, a conversão de carbono do LFC fica acima de 95%. O valor de cada planta é confirmado no ensaio da amostra do cliente — não é um número universal, e sim o resultado de uma condição operacional definida.
Para a comparação completa com leito fixo e borbulhante, veja qual configuração escolher.
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