Escolher a configuração do gaseificador não é uma decisão de preferência. É consequência de duas informações: quão uniforme é o seu resíduo e qual escala o projeto pede.
O material fica parado enquanto o ar atravessa. É a configuração mais simples e mais barata, e funciona bem com combustível muito uniforme — pellets, cavaco padronizado. Com resíduo heterogêneo, forma caminhos preferenciais de ar, zonas frias e carbono não convertido.
O ar mantém o leito de areia em movimento, mas com velocidade baixa: as partículas borbulham sem deixar o reator. Ganha muito em uniformidade térmica em relação ao fixo e tolera mais variação de insumo. É uma opção sólida para escalas médias.
A velocidade é alta o bastante para arrastar as partículas para fora do reator; um ciclone as separa e devolve à base. Essa circulação contínua entrega a melhor uniformidade térmica e a maior tolerância a oscilação de umidade, granulometria e poder calorífico.
| Critério | Leito fixo | Borbulhante | Circulante |
|---|---|---|---|
| Tolerância à variação de insumo | Baixa | Boa | Alta |
| Uniformidade de temperatura | Baixa | Boa | Muito alta |
| Mistura de matérias-primas | Não recomendada | Limitada | Aceita, após caracterização |
| Escala típica | Pequena | Média | Média a grande |
| Complexidade | Baixa | Média | Maior |
Se o seu combustível é uniforme, previsível e de pequena escala, um leito fixo pode bastar. Se o insumo varia ao longo do ano, mistura correntes diferentes ou vem de rejeito de triagem urbana, o leito circulante é o que aguenta a realidade — e é o motivo pelo qual a Catavolts trabalha com ele.
A pergunta certa não é qual reator é melhor, e sim qual deles aguenta o resíduo que você realmente tem.
Vale lembrar que toda mistura fica sujeita à caracterização e à aprovação técnica daquela composição — tolerância a variação não é licença para colocar qualquer coisa no reator.
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