Gerar eletricidade é a rota mais desejada e a mais exigente. O motor não aceita o gás como ele sai do reator: exige temperatura, limpeza e estabilidade dentro de faixas estreitas.
| Etapa | Função |
|---|---|
| Resfriamento | Baixar a temperatura do gás até a condição de admissão |
| Limpeza fina | Remover particulado e controlar alcatrão condensável |
| Regulagem | Estabilizar pressão e vazão na entrada do motor |
| Motogeração | Converter energia química em mecânica e depois elétrica |
| Conexão elétrica | Quadro, proteções e integração à instalação |
Entre o conteúdo energético do resíduo e o kWh no quadro existem três estágios de perda: a conversão no reator, o condicionamento do gás e o rendimento do motor. Por isso a rota elétrica entrega menos energia útil por tonelada do que a rota térmica direta — e por isso ela precisa de um valor de kWh evitado alto o bastante para compensar.
Motores operando com gás de gaseificação exigem rotina de manutenção mais atenta do que operando com gás natural: análise de óleo, inspeção de válvulas e controle da qualidade do gás na admissão. Um projeto que não orça essa rotina descobre o custo no segundo ano.
O motor não perdoa gás mal condicionado. A qualidade da limpeza aparece na conta de manutenção, não no dia da partida.
O retorno mais sólido vem de abater a própria conta de energia. Eventual injeção de excedente na rede depende do enquadramento regulatório e das condições da distribuidora local — capacidade do ponto de conexão, estudos e prazos. Nenhum projeto deve ser aprovado com a venda de excedente como pilar antes dessa confirmação.
Para comparar as rotas lado a lado, veja qual delas paga mais rápido.
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