Quem pede um orçamento de planta de gaseificação costuma esperar um preço de equipamento. O que chega é um preço de sistema — e a diferença entre os dois é exatamente onde os projetos travam.
| Bloco | O que inclui | Peso típico |
|---|---|---|
| Preparação do combustível | Triagem, trituração, secagem, separação de inertes, silo e alimentação | Alto quando o resíduo é úmido ou heterogêneo |
| Reator e periféricos | Gaseificador, ciclones, sistema de ar, remoção de cinzas | Bloco central do fornecimento |
| Limpeza e condicionamento do gás | Remoção de particulado e alcatrão, resfriamento quando necessário | Alto na rota elétrica, baixo na rota térmica |
| Aproveitamento final | Queimador, caldeira ou motogeradores e conexão elétrica | Depende da rota escolhida |
| Obra e integração | Civil, elétrica, automação, tubulação e comissionamento | Sempre subestimado |
A leitura que importa: se o objetivo é calor direto de processo, os blocos de limpeza e aproveitamento ficam menores e o projeto é mais barato por tonelada. Se o objetivo é eletricidade, entram a limpeza fina, o resfriamento e a motogeração — e o investimento sobe.
Uma planta de recuperação energética não zera o custo de resíduo. Ela troca uma despesa sem contrapartida por uma operação que devolve energia.
Um reator vendido por capacidade nominal, sem ensaio do resíduo do cliente, é um número sem lastro. A mesma capacidade em toneladas por dia significa energias completamente diferentes conforme o PCI e a umidade do material. Sem caracterização, ou o reator fica ocioso ou fica subdimensionado — os dois erros custam caro.
Essa última pergunta é a mais importante. Um escopo bem escrito diz com clareza o que fica por conta do cliente — obra civil, subestação, licença, área preparada — e evita a renegociação no meio da montagem.
Conte o tipo, o volume e o município. Nossa engenharia devolve uma avaliação técnica de viabilidade — sem custo e sem compromisso.