De todos os parâmetros que definem um projeto de recuperação energética, a umidade é o mais subestimado. Ela não aparece no orçamento do reator, mas aparece todo dia no balanço energético da planta.
Antes de qualquer conversão térmica acontecer, a água presente no material precisa ser aquecida e evaporada. Essa energia sai do próprio resíduo. O resultado é duplo: menos energia útil no gás e temperatura mais difícil de estabilizar no leito.
Em teores moderados, o efeito é uma queda de rendimento. Acima de certo ponto, passa a ser instabilidade operacional — e aí a secagem deixa de ser opcional.
| Estratégia | Como funciona | Quando faz sentido |
|---|---|---|
| Secagem natural | Estocagem coberta e ventilada antes do uso | Material com boa drenagem e espaço disponível |
| Secador com calor de processo | Usa o próprio gás quente para secar o insumo | Quando a planta tem excedente térmico |
| Mistura de correntes | Combina material úmido com fração seca de alto PCI | Quando há duas correntes disponíveis |
A segunda estratégia é a mais elegante: parte do gás gerado alimenta o secador do próprio combustível, fechando um ciclo que reduz o consumo externo de energia. O custo é abrir mão de uma fração do gás útil — e esse trade-off precisa entrar no dimensionamento.
Como ponto de partida para conversa técnica, a Catavolts trabalha com umidade inferior a 30% na alimentação. Não é uma especificação contratual: é uma faixa de referência, sempre sujeita ao projeto e ao ensaio da amostra real. Materiais acima disso não estão descartados — apenas trazem a secagem para dentro da conta.
Perguntar “quanto de umidade o seu resíduo tem” costuma revelar mais sobre a viabilidade do projeto do que perguntar o volume.
Esses números, somados ao poder calorífico, já permitem uma primeira leitura de viabilidade antes de qualquer ensaio formal.
Conte o tipo, o volume e o município. Nossa engenharia devolve uma avaliação técnica de viabilidade — sem custo e sem compromisso.