CDR é a sigla de Combustível Derivado de Resíduos. A palavra que faz o trabalho pesado nessa definição é derivado: não é o resíduo, é o que sai dele depois de um processo de preparação com especificação.
| Material | O que é | Serve para alimentar o reator? |
|---|---|---|
| Resíduo bruto | O que sai da operação sem tratamento: misturado, úmido, com inertes | Não — precisa de toda a preparação |
| Rejeito de triagem | O que sobra depois da separação de recicláveis | Ainda não — falta especificação |
| CDR preparado | Rejeito triturado, seco e sem inertes, dentro de faixa acordada | Sim |
A diferença não é semântica. Um contrato de fornecimento de CDR define faixas de poder calorífico, umidade, granulometria e teor de cinzas. Um contrato de retirada de rejeito não define nada disso — e o custo de transformar um no outro é exatamente a linha de preparação.
Não é sinônimo de lixo. Não é um material único com um valor único. E não é uma autorização para colocar qualquer coisa no reator: resíduos perigosos classe I, materiais contaminados, inertes, metais e resíduo hospitalar sem tratamento prévio ficam de fora, e misturas com cloro ou metais acima do especificado podem exigir pré-tratamento ou ser recusadas.
CDR não é um tipo de resíduo. É um resíduo que passou a ter especificação — e, por isso, preço.
O caminho curto é medir. Uma amostra representativa ensaiada em laboratório devolve poder calorífico, umidade, teor de cinzas e a presença de contaminantes. Com esses quatro números, dá para dizer se o material entra direto, se precisa de preparo e quanto esse preparo custa.
Sem eles, qualquer proposta de planta é estimativa de catálogo. Veja também a página de CDR para a visão geral das três origens e dos parâmetros que definem o projeto.
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